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sábado, 5 de maio de 2012

Capítulo 3.


- Bom dia, trouxe alguma roupa? Acho que meu vestido azul está um pouco... Sujo !
- Claro, amigas até nestas horas, trouxe uma maquiagem também, você está pálida. Eu espero você se arrumar, e vamos sair daqui urgente para você me contar tudo !
- Ok.
Me troquei com uma calça jeans simples, uma blusinha tomara que caia azul marinho e uma jaqueta branca.  ( Não se esqueça da sapatilha preta que você adora, aquela cheia de brilhos ! – Ecoou a voz de Rivica na minha mente ) Tudo bem, a sapatilha preta brilhante também.
Passei um blush, um batom e um rímel. Saímos do quarto, deixei Rivica a minha espera e fui até o quarto 31. O vi sentado, se alimentando sozinho e tentei me conter, mas não consegui desviar de seus olhos azuis, e como se estivesse me sentindo o observando se virou pra mim e deu um sorriso de canto quase tão lindo quanto seus olhos. Não resisti e adentrei a sala em sua direção, as palavras não saiam, apenas olhares, e quase me percebi mergulhando em um mar quase sem fundo ao olhar na profundeza dos seus olhos.
- Bom dia, já está menos assustada?
- Bom dia, já estou, e a culpa do susto e por eu estar aqui é sua. Estou indo embora, espero que melhore. – Virei-me sem dizer mais nada, esperando que ele me chamasse e pedisse meu telefone ou algo do gênero, afinal eu o havia acompanhado, ao menos gratidão ele deveria...
- Já vai sem me dar tempo de nem ao menos agradecer?
- Então tudo bem. Eu fico.
- Obrigada por ter me ajudado, se estou aqui é porque você foi rápida o suficiente para pedir socorro e obrigada além de tudo por ter me acompanhado, um completo estranho pra você. Não suma da minha vida, você a marcou e precisa permanecer nela. Anjo.
- Não me agradeça, fiz o que qualquer pessoa faria, não sumirei, agente provavelmente se encontra por ai.
- Não sou tão confiante assim, me deixe seu telefone para que possamos nos falar.
- Claro.
Ele havia pedido, e eu havia dado meu número de telefone, agora esperaria ele ligar, e se sou um anjo para ele, com certeza ele ligaria. Voltei e entrei no carro de Rivica, com ela tagarelando aos meus ouvidos porém nada eu ouvia. Precisava chegar em casa, colocar meu celular para carregar, dormir na minha cama, ligar para meus pais e explicar tudo o que aconteceu para que eles não ficassem preocupados. Enfim, precisava descansar.
E de fato consegui, a semana foi tranquila. A mesma rotina, durante a Terça, quarta, quinta e sexta feira. Acordar as 06h15, tomar banho, um café e ir ao trabalho, a noite ia direto para a faculdade. No sábado, fui para a casa dos meus pais e ainda assim não havia nenhuma mensagem ou ligação. Na segunda-feira, havia chegado da faculdade muito cansada e fui dormir as 00h37. As 00h42 ouço meu celular tocar. Número desconhecido¿ Quem poderia ser aquela hora? Atendi rapidamente e ouvi uma voz de homem e grossa, bonita por sinal.
- Quem fala?
- David, anjo.
- Nossa, que surpresa, a esta hora, estava deitada para dormir já.
- Eu ligo outro dia, não tem problema.
- Não importa. Como você está¿
- Em casa já, estou bem.

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