Saindo de casa exatamente as 00h07 em direção ao carro das
minhas amigas Lória e Rivica, estávamos indo para um barzinho comum em uma das
ruas mais badaladas da cidade de Montópia. Cidade pacata e bem tranquila, porém
no sábado a noite as ruas ficavam irreconhecíveis, jovens de 15 a 25 anos pelos
restaurantes se divertindo entre os amigos. Chegamos ao lugar, um bar e
restaurante simples, rústico bem iluminado, com uma pista de dança e um Dj, era
tudo que eu precisava naquela noite. Então após alguns copos de uma deliciosa
caipirinha de frutas vermelhas, chamei Rivica para dançar comigo, já que Lória
estava ocupada com novos amigos, super desinteressantes do meu ponto de vista.
Então, Rivica e eu nos jogamos na dança eletrônica, nos divertimos a beça, e
como toda boa balada há músicas românticas e diante de uma música muito calma,
percebi que dentro do meu coração havia amor, mas somente amor próprio, pelos
familiares e minha calopsita Lauren. Após esta música, voltei para a mesa para
descansar e tomar uma água, sempre bom, um ótimo conselho para você que bebe,
esteja acompanhado de água caso não queira ficar bêbado e demente. Justamente
quando resolvo me sentar, Lória e seus novos amigos me deixam para irem dançar.
Então observando um pouco o que, e quem tinha a minha volta me deparo com
suaves olhos azuis me observando de volta. Preferi não perceber ao certo de
quem eram, já que naquela pista passei a ter certeza de que estava livre para a
vida novamente, livre do amor por alguém que não o merecesse, mas isso é uma
outra história. Continuei a beber meu copo de água com bastante gelo e
finalmente quando terminei resolvi tomar um ar na parte de fora, onde muitos
ficavam já que não gostavam de ambientes fechados. Olhei para dentro do recinto
novamente e já não percebi os suaves olhos azuis a me observar, e de repente
ouço um barulho de vidro quebrado e um grito de dor, de um homem por sinal.
Meus sentidos ficaram lentos e quando olhei a uns 5 metros a frente estava no
chão, aqueles suaves olhos azuis que me observaram dentro do Bar. Não medi
esforços, esqueci meu salto novo e parti para cima dele. Não sabia quem era,
nem ao menos como ou o porque, mas eu estava desesperada olhando fixamente para
aqueles olhos azuis sem nem ao menos reparar outra parte de seu rosto, a não
ser seus olhos. E então o dono deles sussurrou: (...)

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