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terça-feira, 1 de maio de 2012

Olhares ( Capítulo 1 de uma história ainda sem título )



Saindo de casa exatamente as 00h07 em direção ao carro das minhas amigas Lória e Rivica, estávamos indo para um barzinho comum em uma das ruas mais badaladas da cidade de Montópia. Cidade pacata e bem tranquila, porém no sábado a noite as ruas ficavam irreconhecíveis, jovens de 15 a 25 anos pelos restaurantes se divertindo entre os amigos. Chegamos ao lugar, um bar e restaurante simples, rústico bem iluminado, com uma pista de dança e um Dj, era tudo que eu precisava naquela noite. Então após alguns copos de uma deliciosa caipirinha de frutas vermelhas, chamei Rivica para dançar comigo, já que Lória estava ocupada com novos amigos, super desinteressantes do meu ponto de vista. Então, Rivica e eu nos jogamos na dança eletrônica, nos divertimos a beça, e como toda boa balada há músicas românticas e diante de uma música muito calma, percebi que dentro do meu coração havia amor, mas somente amor próprio, pelos familiares e minha calopsita Lauren. Após esta música, voltei para a mesa para descansar e tomar uma água, sempre bom, um ótimo conselho para você que bebe, esteja acompanhado de água caso não queira ficar bêbado e demente. Justamente quando resolvo me sentar, Lória e seus novos amigos me deixam para irem dançar. Então observando um pouco o que, e quem tinha a minha volta me deparo com suaves olhos azuis me observando de volta. Preferi não perceber ao certo de quem eram, já que naquela pista passei a ter certeza de que estava livre para a vida novamente, livre do amor por alguém que não o merecesse, mas isso é uma outra história. Continuei a beber meu copo de água com bastante gelo e finalmente quando terminei resolvi tomar um ar na parte de fora, onde muitos ficavam já que não gostavam de ambientes fechados. Olhei para dentro do recinto novamente e já não percebi os suaves olhos azuis a me observar, e de repente ouço um barulho de vidro quebrado e um grito de dor, de um homem por sinal. Meus sentidos ficaram lentos e quando olhei a uns 5 metros a frente estava no chão, aqueles suaves olhos azuis que me observaram dentro do Bar. Não medi esforços, esqueci meu salto novo e parti para cima dele. Não sabia quem era, nem ao menos como ou o porque, mas eu estava desesperada olhando fixamente para aqueles olhos azuis sem nem ao menos reparar outra parte de seu rosto, a não ser seus olhos. E então o dono deles sussurrou: (...)

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